E eu me perdi de mim. Ou me perdi do pouco de mim que outrora vivi.
Perdi as rédeas, o controle, a confiança, a autopreservação. Perdi a vergonha, perdi o bom senso. Perdi o limite e a razão.
Diria também que perdi a autoestima, e o amor próprio, mas esses desconfio jamais ter sequer encontrado.
Me perdi em você, e nessa tua forma narcisa de me querer. Me perdi em nós, e nesse insano apego que mora em mim. Me perdi no desejo e nesse sentimento que pulsa e não sei nomear.
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