Nós somos caos e calmaria. Amor e ódio. Encontro e desencontro. E talvez esteja aí o grande mistério do nosso querer.
Tu te vais, e fica um buraco no peito. Inesperado. Latente.
O choro preso na garganta me relembra o sentimento que por tantas vezes finjo não existir. Incoerente. Inexplicável.
A angústia que chega de mansinho revela o verdadeiro desejo do coração. Haverá saudades. E talvez até já haja.
A ansiedade se instala na incerteza. Mais uma vez tu te esvais. Escorregadio. Defendendo-se de algo que, desconfio, talvez lateje igual dentro do teu peito. Mas insistes em renegar.
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