Certa vez, uma amiga confessou que, embora estivesse em um relacionamento com um antigo caso do passado, tinha muitas dúvidas se deveria se casar.
Lembro-me perfeitamente que dizia que, com ele, não podia ser ela mesma.
Lembro-me, também, que à essa ocasião, e pedindo minha opinião, eu lhe disse que, a meu ver, essa relação – a longo prazo – seria insustentável. E que, se havia dúvidas, não fazia sentido casar.
Algum tempo passou... e a notícia do casamento chegou até mim. Em meu coração, desejei felicidades... em minha cabeça, sabia que havia sido um erro.
E foi.
...
Hoje, estando eu em um relacionamento onde, apesar de amar imensamente (ou talvez somente querer – inconscientemente – acreditar nisso), não posso ser eu mesma, nem tampouco sou tratada da forma que gostaria, me pego nessa mesma dúvida... será que devo aceitar esse "amor" errante e me casar?
E, embora meu coração diga que sim – ou apenas anseie demais por esse sim – minha cabeça insiste em dizer não.
E eu, que outrora aconselhei, tenho agora dificuldade em seguir minha própria direção e abdicar de casar-me com alguém que, embora diga que me ama, pouco – ou nada – faz para demonstrar esse sentimento.
É preciso ignorar as palavras e observar as ações.