quinta-feira, 4 de abril de 2024

.Caos e Calmaria.

Nós somos caos e calmaria. Amor e ódio. Encontro e desencontro. E talvez esteja aí o grande mistério do nosso querer.

Tu te vais, e fica um buraco no peito. Inesperado. Latente. 

O choro preso na garganta me relembra o sentimento que por tantas vezes finjo não existir. Incoerente. Inexplicável. 

A angústia que chega de mansinho revela o verdadeiro desejo do coração. Haverá saudades. E talvez até já haja.

A ansiedade se instala na incerteza. Mais uma vez tu te esvais. Escorregadio. Defendendo-se de algo que, desconfio, talvez lateje igual dentro do teu peito. Mas insistes em renegar.

.DO PASSADO QUE (FELIZMENTE) NÃO MORA MAIS EM MIM.

E eu me perdi de mim. Ou me perdi do pouco de mim que outrora vivi.

Perdi as rédeas, o controle, a confiança, a autopreservação. Perdi a vergonha, perdi o bom senso. Perdi o limite e a razão.

Diria também que perdi a autoestima, e o amor próprio, mas esses desconfio jamais ter sequer encontrado.

Me perdi em você, e nessa tua forma narcisa de me querer. Me perdi em nós, e nesse insano apego que mora em mim. Me perdi no desejo e nesse sentimento que pulsa e não sei nomear.