Há dias em que remexemos no passado, e o passado acaba por remexer em nós.
Algumas dores se desprendem, algumas perguntas se sobressaltam, e um sentimento inexplicável acaba por se derramar através dos olhos.
O peito dói, o estômago revira, e a gente se pergunta o por quê de ser tão difícil encontrar, e tão fácil de perder, essa tal de paz.
A estabilidade é frágil, e a solidão por vezes bate na porta, lembrando que continua ali, à espreita, aguardando por um momento que seja, de vulnerabilidade.
O choro vem. Trava a garganta. As lembranças do passado, embora não sejam o desejo do presente, fazem pensar que absolutamente nada mudou. Eu sigo só.
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