Não há mais pelo que esperar. As constantes olhadas no aplicativo de mensagens – em busca de uma notificação arquivada – já não fazem mais sentido. Nós nos perdemos nesse caminho torto, e jogamos fora até o que havia de mais bonito. Não sobrou nada. Nem mesmo os números nas agendas.
Os bloqueios nos telefones e redes sociais são a prova de que um limite foi cruzado. Não sobrou sequer a possibilidade de um contato eventual. As fotos guardadas aguardam a coragem para desfazer-se. As memórias ainda são intensas demais para serem reavivadas pelos sorrisos registrados em tantos momentos. Pensar dói. Rever dói.
Quem me dera fosse fácil te apagar de mim, com a simplicidade de apagar um número da agenda. Quem me dera houvesse um botão para apertar e deletar cada memória, como é possível fazer com cada registro.